30 de setembro de 2008

Aprendendo a dizer não

Estranho isso de ser vidraça, pronta pra receber as pedras de sei lá quem. Tamanha exposição da minha própria diversão se transforma em armas contra mim mesma. Não faço por dinheiro, não consigo. O porquê da ação tem de vir de dentro, por outra motivação que não a simples ambição. Por que, meu Deus, por que fui prometer o que não posso nem quero cumprir? Fracasso, atestado de incompetência. Assinei e pronto. Não faço. Por dinheiro, tão somente, não tenho coragem nem forças. O que me move é a paixão e não morro de amores pelo termo circunstanciado. Nem pela "fabulosa" quantia que receberia por falar disso.
Sinto-me autorizada pelo Universo a dizer, finalmente: não.
Alívio.

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