O ponto de partida
O primeiro lugar em que fiquei hospedada
neste desterro
é hoje minha morada.
Dividia um colchão de solteiro
e não dormia tremendo
de calor
lavando pés com lágrimas.
O Rosa do Chocoleite
forneceu pratos,
pois leite não tomo mais.
Meu primeiro emprego
(tortura intelectual, prova de resistência,
sei lá, chame como quiser)
nesta terra desterrada
foi ali
bem em frente ao ponto de ônibus
que me leva à maior empresa de comunicação da região
todos os dias.
Minha primeira família
que me adotou só de me olhar,
nesta ilha de ilusão,
me ofereceu terra pra plantar
e ombro pra chorar
hoje se admira:
"estás com a alma diferente!"
Sabe-se lá o que isso quis dizer,
mas concordo
:P

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