Ferormônios

You Win
Flawless Victory
Get Ready For...
FIGHT 2 !
X-X
Num dia qualquer de 1994
Conheci Silverchair e achei o máximo, adorava Green Day e comprei um CD do Red Hot Chilli Peppers. Tinha 13 anos de idade. Assistia ao Chaves e Chapolin, ria como se não tivesse assistido às mesmas cenas por anos a fio. Jogava videogame durante todo o tempo livre possível e não precisava de mais nada na vida. A não ser andar de bicicleta, o que me fez levar uns tombos. E eu exibia os roxos com orgulho.
Ouvia futebol no radinho de pilha, colecionava figurinhas dos jogadores, torcia e chorava quando meu time perdia. Ganhei uma bola e treinava bicudas no beco atrás do prédio. Tinha uma melhor amiga, que era praticamente a única, minha referência maior na vida (nessa época, não levava os pais muito a sério).
Me encantava por menininhos que andavam torto, falavam gíria e andavam de skate. Ou fingiam que andavam, mas eu não me importava. A imagem de rebeldezinho me atraía nesse início de contestações. Como eu era insegura. Me achava o mais feio dos seres, a mais chata e incompetente. Achava que jamais alguém poderia se interessar por mim. E mesmo que se interessasse, eu não acreditava ou desconsiderava, porque eram os mais feios da turma (e os mais legais).
Até que o mais gostoso de todos me olhou diferente.
X-X
Preso no tempo por uma benção enfiada goela abaixo.
X-X
Estranho, estranho... é óbvio. Sempre será. Mas reconforta confirmar a elipse dos fatos/sentimentos. Me faz acreditar ser tudo possível. Tudo. Porque pode ser refeito, reexistido, de outra maneira. E o que antes ardia hoje é vento, que deixa de se perceber tão logo pare de soprar.
X-X
Um dia ainda descubro a fórmula que condensa ferormônios num potinho! Ô chêro bom da porra!!

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